terça-feira, 10 de abril de 2012

"Espírito de alpinista"

Pensamos que a alegria está no final do caminho e caminhamos distraídos, com pressa, mas o real valor está as margens do caminho, nisso se faz a importância da chegada e a esperança do início.
Feliz é o alpinista que para chegar ao cume, se entrega ao caminho da adrenalina ao prazer, do desespero ao alívio e assim por diante.
Subir de helicóptero tiraria esse real valor. Assim se faz meu raciocínio sobre início, meio e fim, dando importância ao meio, ao pensar. É pensar, reflito sobre como a escola nos ensina a equação de segundo grau por exemplo, mas não os caminhos e descaminhos do matemático. Pensa-se que o que importa é ensinar a conclusão, o resultado. Assim, o aluno aprende o ponto de chegada sem aprender o caminho, a arte de pensar. Pensar é como escalar montanhas.
Se abreviamos o caminho ou o omitimos, o final se torna frustrante, essa idéia flerta com o jargão "dinheiro fácil, vai fácil", e também com o equívoco do prazer instantâneo, porque essa rota nos deixa distante do real sentido de conseguir.
"(algumas idéias e trechos do livro "Variações sobre o prazer de Rubem Alves)