terça-feira, 25 de novembro de 2014

"Barrabás, seus amigos, o dinheiro e o amor."

Pra amigo de Barrabás, o tiro é certeiro,
quando ele descobre que cê ta luxando no quesito financeiro,
pros carentes de poder, endorfina é bolso cheio,
tem muita mulher no meio, a noite é recreio,
você sorri com receio, isso se for ligeiro.
Então vai e mande os emissários, te trazerem o que você pediu.
Sem crise, sem barganha, avistou, gostou, à vista pagou.
Quando não, é puxado, quando sim, é seu, comprado.
Seu melhor aliado, na rua dos seus desejos,
seu deus na avenida dos seus vícios.
Sem generalizar, claro, mas como é raro um rico nobre,
e como é otário o esnobe que por ser caro achar que pode.
É muito capricho, conforto e mulher, se for na sala de jantar
de prata é os "talher".
Fica tranquilo que de gasolina ta suave, mas se quiser comprar o amor,
ai bate na trave.



"Brindo por isso"

Uma brisa, um começo,
minha cura, nossa lua.
A água cai, vem o estopim,
agora é tudo nosso, eu, você e o green.
Eu descrevo o momento, percebo o calor,
nessa sintonia, nosso sabor.
A cada olhar aumenta o desejo,
o seu corpo eu almejo, um sorriso perfeito.
Brindo por isso.
Abstrato real, que me faz esquecer
o pálido concreto de todo o resto.
Nessa capsula de amor,
um ritual intenso.
Seu cheiro, meu incenso.